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Título
João Paulo Borges Coelho, João Albasini And The Worlding Of Mozambican Literature
Otros títulos
João Paulo Borges Coelho, João Albasini e a Globalização da Literatura Moçambicana
Autor(es)
Palabras clave
Literatura Moçambicana
Literatura Mundial
Primeira Guerra Mundial
João Albasini
João Paulo Borges Coelho
Colonialismo
Cosmopolitismo
Romance Histórico
Mozambican Literature
World Literature
First World War
Colonialism
Cosmopolitanism
Historical Novel
Fecha de publicación
2013
Editor
Ediciones Universidad de Salamanca (España)
Citación
1616: Anuario de Literatura Comparada, 3 (2013)
Resumen
[EN]In O Olho de Hertzog (2010), set in the immediate aftermath of the First World War, the Mozambican writer João Paulo Borges Coelho presents a cosmopolitan panorama of colonial south-eastern Africa. «Mozambique» emerges here not primarily as a Portuguese colonial space but as a site of multipleentanglements between interests: transnational and local, European and African, South African and Mozambican, British and German, colonial and proto-nationalist. In such a way, and differently from previous Mozambican literature, O Olho de Hertzog performs a complex act of worlding that exceeds the bounded colonial/ national space of Mozambique, but resists synthesis. This cosmopolitanism can be read expressive of the strained relations and constitutive hierarchies ofcolonial society as well as, by implication, of contemporary globalisation. The most important index of such a critical cosmopolitanism is the trope of the «two worlds» of Lourenço Marques, embodied in the central character João Albasini, legendary mestiço activist and founder of the proto-nationalist journal O Brado Africano (1918-1974). Albasini functions as a Virgil for the protagonist Hans Mahrenholz’s descent into the colonial inferno of Mozambique. Not least byciting documentary material –Albasini’s editorials and shop signs in Lourenço Marques– Coelho problematises the divisions of the colonial city, sustained by international capital, and provides a sharp contrast to the otherwise dominant «European» narrative of novel, which revolves around a fabled diamond and white South African intrigue. [POR]Em O Olho de Hertzog, situado no pós-guerra em 1919, o escritor moçambicano João Paulo Borges Coelho apresenta um panorama cosmopolita da África austral e oriental nos tempos coloniais. «Moçambique» manifesta-se aqui não tanto como uma colónia portuguesa, mas sim como um sítio ondemúltiplos e divergentes interesses se entrelaçam: locais e transnacionais, europeus e africanos, sul-africanos e moçambicanos, britânicos e alemães, coloniais e proto-nacionais. Deste modo, e de uma forma que distingue o romance no quadro da literatura moçambicana, O Olho de Hertzog alcança um tipo de «worlding» que vai além do espaço colonial/nacional de Moçambique, sem no entanto admitir uma síntese. Este cosmopolitismo poderá ser lido como uma expressão das relações complexas e das hierarquias inerentes à sociedade colonial, e também (implicitamente) da globalização contemporânea. A mais importante concretização dum tal cosmopolitismo crítico é a figura dos «doismundos» de Lourenço Marques, incorporada na personagem central de João Albasini, o lendário ativista mestiço e fundador de O Brado Africano, um jornal proto-nacionalista (1918-1974). Albasini funciona como um Virgílio tutelar para a descida do protoganista Hans Mahrenholz ao inferno colonial de Lourenço Marques. Em especial, por citar material documentário –desde editoriais deAlbasini a anúncios em Lourenço Marques– Coelho problematiza as divisões da cidade colonial, sustentadas pelo capital internacional, e fornece um contraste agudo à narrativa «europeia» –que tem a ver com um diamante famoso e intrigas sul-africanas– que domina o romance.
URI
ISSN
0210-7287
Aparece en las colecciones
- Untitled [29]












