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Título
Meninas em privação de liberdade no Brasil à luz da Agenda 2030 da ONU
Otros títulos
Girls deprived of liberty in Brazil in light of the UN 2030 Agenda
Niñas privadas de libertad en Brasil a la luz de la Agenda 2030 de la ONU
Autor(es)
Palabras clave
Niñas
Privación de libertad
Agenda 2030
Brasil
Privação de Liberdade
Girls
Deprivation of Liberty
Clasificación UNESCO
5309.08 Trabajo Social y Servicios Sociales
Fecha de publicación
2025-12-08
Editor
Editora Campo da História Ltda.
Citación
Bispar, A. G. A., Souza, I. F. de, y Picornell Lucas, A. (2025). Meninas em privação de liberdade no Brasil à luz da Agenda 2030 da ONU. Revista Políticas Públicas & Cidades, 14(10). https://doi.org/10.23900/2359-1552v14n10-10-2025
Resumen
[PO] Este artigo analisa a situação de meninas em privação de liberdade no Brasil, delimitando a investigação às desigualdades estruturais que atravessam suas trajetórias e examinando como elas se relacionam com os compromissos assumidos pelo país na Agenda 2030 da ONU. Parte-se do seguinte problema: como essas desigualdades dialogam com as metas dos ODS 5, 10 e 16? O objetivo geral consiste em analisar essa relação, sendo operacionalizado por três objetivos específicos: identificar as desigualdades estruturais que influenciam a trajetória das meninas internadas; examinar as metas dos ODS 5, 10 e 16 e sua pertinência ao contexto da socioeducação feminina;e relacionar essas metas à realidade vivenciada por essas meninas, analisando convergências, contradições e implicações para a formulação de políticas públicas. Metodologicamente, adota-se abordagem qualitativa, baseada em análise documental de marcos normativos, relatórios oficiais recentes e literatura sobre socioeducação feminina. Os resultados evidenciam que,embora haja convergência formal entre o marco normativo brasileiro e a Agenda 2030, persistem contradições estruturais que dificultam a efetivação das metas relativas à igualdade de gênero, redução das desigualdades e fortalecimento institucional. Conclui-se que superar tais contradições exige incorporar gênero, raça, classe e território como eixos estruturantes da política socioeducativa e fortalecer a capacidade institucional do Estado para garantir direitos de maneira equitativa e consistente. [EN] This article analyzes the situation of girls deprived of liberty in Brazil, delimiting the investigation to the structural inequalities that shape their trajectories and examining how these inequalities relate to the commitments assumed by the country under the United Nations 2030 Agenda. The study is guided by the following research question: how do these structural inequalities intersect with the goals of SDGs 5, 10, and 16? The general objective is to analyze this relationship, operationalized through three specific aims: to identify the structural inequalities influencing the trajectories of institutionalized girls; to examine the goals of SDGs 5, 10, and 16 and their relevance to the context of socio-educational measures applied to girls; and to relate these goals to the lived realities of these adolescents, analyzing convergences, contradictions, and implications for public policy design. Methodologically, the study adopts a qualitative approach based on documentary analysis of legal frameworks, recent official reports, and literature on female socio-educational institutionalization. The findings show that, despite formal convergence between the Brazilian normative framework and the 2030 Agenda, structural contradictions persist, hindering the fulfillment of goals related to gender equality, the reduction of inequalities, and institutional strengthening. The study concludes that overcoming these contradictions requires incorporating gender, race, class, and territory as structuring dimensions of socio-educational policies and strengthening the institutional capacity of the State to ensure rights in an equitable and consistent manner. [ES] Este artículo analiza la situación de las niñas privadas de libertad en Brasil, delimitando la investigación a las desigualdades estructurales que atraviesan sus trayectorias y examinando cómo dichas desigualdades se relacionan con los compromisos asumidos por el país en la Agenda 2030 de la ONU. La investigación parte del siguiente problema: ¿cómo dialogan estas desigualdades con las metas de los ODS 5, 10 y 16? El objetivo general consiste en analizar esta relación, operacionalizado mediante tres objetivos específicos: identificar las desigualdades estructurales que influyen en la trayectoria de las niñas institucionalizadas; examinar las metas de los ODS 5, 10 y 16 y su pertinencia para el contexto de la socioeducación femenina; y relacionar dichas metas con la realidad vivida por estas adolescentes, analizando convergencias, contradicciones e implicaciones para el diseño de políticas públicas. Metodológicamente, se adopta un enfoque cualitativo basado en el análisis documental de marcos normativos, informes oficiales recientes y literatura sobre socioeducación femenina. Los resultados muestran que, aunque existe una convergencia formal entre el marco normativo brasileño y la Agenda 2030, persisten contradicciones estructurales que dificultan el cumplimiento de las metas relativas a la igualdad de género, la reducción de las desigualdades y el fortalecimiento institucional. Se concluye que superar estas contradicciones exige incorporar género, raza, clase y territorio como ejes estructurantes de la política socioeducativa y fortalecer la capacidad institucional del Estado para garantizar derechos de manera equitativa y coherente.
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