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Título
A experiência ditatorial e a Justiça Transitional no Brasil: entre o cânone e a excepcionalidade
Autor(es)
Palabras clave
Brasil
Justiça transitional
Comissão da Verdade
Ditadura
Memória
Democracia
Clasificación UNESCO
5506.12 Historia del Derecho y de las Instituciones Jurídicas
5504.02-1 Historia Contemporánea. Área Americana
Fecha de publicación
2025
Editor
Editora Tirant lo Blanch-Brasil
Citación
MACULAN, Elena y Guillermo MIRA (2025), A experiência ditatorial e a Justiça Transitional no Brasil: entre o cânone e a excepcionalidade, en IGNACIO BERDUGO GÓMEZ DE LA TORRE, CARLOS BENÍTEZ TRINIDAD y GUILLERMO MIRA DELLI-ZOTTI (ORG.), Justiça, Memória e Democracia. O Legado do Relatório da Comissão Nacional da Verdade no Brasil Dez Anos Depois. Brasil: Ed. Tirant lo Blanch, p. 13-45.
Resumen
[PO] Este capítulo tem como foco o décimo aniversário da apresentação do Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), analisando como o Brasil enfrentou seu passado ditatorial a partir dos parâmetros da justiça de transição. Optamos por apresentar na primeira parte a anatomia do regime militar brasileiro que governou o país com mão de ferro durante 21 anos e seu desfecho, marcado pelo transformismo, pela continuidade e pelas ambiguidades de uma transição que condicionaria sobremaneira as políticas de reparação na democracia . Em relação à justiça transicional, sustentamos que o Brasil ativou iniciativas que encontraram dificuldades semelhantes às de outros países da região, embora tenham sido mais tímidas e tardias na sua aplicação. Atribuímos o atraso destas medidas – dentro do paradigma regional de políticas face ao passado – a um certo “excepcionalismo brasileiro”, que encontraria a sua justificação na capacidade do regime de gerir a transição, na boa imagem que a sua gestão no poder deixados em amplos setores da população e no silêncio do Estado diante da denúncia de violações de direitos humanos, o que resultou num clima e memória social benevolente com a atuação das Forças Armadas.
Na segunda parte centramo-nos na aplicação da Justiça de Transição no final da era ditatorial, destacando as suas continuidades e descontinuidades em relação a outras experiências de transição. A análise centra-se em três mecanismos fundamentais na configuração da transição brasileira: primeiro, a lei de anistia, que, apesar de sua duvidosa compatibilidade com o direito internacional dos direitos humanos e apesar das múltiplas tentativas de declarar sua inconstitucionalidade, ainda é válida. Em segundo lugar, a intersecção entre o processo constituinte e o processo transitório, com a particularidade de a nova Constituição, ao contrário da disposição transitória, não reconhecer expressamente a amnistia como mecanismo fundador da transição. Em terceiro lugar, a própria CNV, cuja modalidade e cujos tempos de criação são, sem dúvida, peculiares no panorama comparativo. A Comissão foi criada muito tardiamente, desligada do momento de transição e desencadeada essencialmente por uma decisão da Corte Interamericana que questionava a validade da lei de anistia e condenava o Estado brasileiro a realizar uma investigação sobre a veracidade dos crimes.
Nascida no âmbito do Executivo, a sua investigação direta sobre violações graves e sistemáticas contra os direitos humanos foi complementada por relatórios externos que se concentram em grupos reprimidos e na utilização da web como canal de comunicação com a sociedade, tanto para informar sobre o progresso dos trabalhos como para coletar depoimentos de vítimas, familiares e testemunhas.
[ES] Este capítulo ha enfocado el décimo aniversario de la presentación del Informe Final de la Comissão Nacional da Verdade (CNV) analizando cómo Brasil afrontó su pasado dictatorial desde los parámetros de la justicia de transición. Hemos optado por presentar en una primera parte la anatomía del régimen militar brasileño que gobernó con mano de hierro el país durante 21 años y su desenlace, marcado por el transformismo, el continuismo y las ambigüedades de una transición que mucho condicionaría las políticas de reparación en democracia. En cuanto a la justicia transicional, sostenemos que Brasil activó iniciativas que chocaron con dificultades similares a las de otros países de la región, aunque fueron más tímidas y tardías en su aplicación. El retraso de estas medidas lo atribuimos – dentro del paradigma regional de las políticas hacia el pasado– a un cierto “excepcionalismo brasileño”, que encontraría su justificación en la capacidad del régimen para manejar la transición, en la buena imagen que su gestión en el poder dejó en amplios sectores de la población y en el silencio estatal ante la denuncia de las violaciones contra los derechos humanos, que resultó en un clima y una memoria social benevolentes con la actuación de las Fuerzas Armadas.
En la segunda parte nos centramos en la aplicación de la Justicia de transición al terminar la época dictatorial, destacando sus continuidades y discontinuidades respecto de otras experiencias transicionales. El análisis se centra en tres mecanismos fundamentales en la configuración de la transición brasileña: en primer lugar, la ley de amnistía, que, pese a su dudosa compatibilidad con el Derecho internacional de los derechos humanos y pese a los múltiples intentos de declarar su inconstitucionalidad, sigue estando vigente. En segundo lugar, la intersección entre proceso constituyente y proceso transicional, con la peculiaridad de que la nueva Constitución, a diferencia de la disposición transitoria, no reconoce expresamente la amnistía como mecanismo fundante de la transición. En tercer lugar, la propia CNV, cuya modalidad y cuyos tiempos de creación son sin duda peculiares en el panorama comparado. La Comisión se creó muy tardíamente, desligada del momento de la transición y desencadenada, esencialmente, por un fallo de la Corte IDH que cuestionaba la validez de la ley de amnistía y condenaba al Estado brasileño a llevar a cabo una investigación sobre la verdad de los hechos.
Nacida en el seno del Ejecutivo, su investigación directa sobre graves y sistemáticas violaciones contra los derechos humanos fue complementada por informes externos que tematizan sobre colectivos reprimidos y el uso de la web como canal de comunicación con la sociedad, tanto para informar sobre la marcha de los trabajos como para recabar testimonios de víctimas, familiares y testigos.
URI
ISBN
9788594777478
Aparece en las colecciones
Ficheros en el ítem
Nombre:
6. Traducción portugués Maculan-Mira.pdfEmbargado hasta: 3000-01-01
Tamaño:
473.2Kb
Formato:
Adobe PDF
Descripción:
Artículo principal












