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Título
Desafios e perspectivas na tutela de vítimas de crimes de jurisdição do Tribunal Penal Internacional
Autor(es)
Director(es)
Palabras clave
Tesis y disertaciones académicas
Universidad de Salamanca (España)
Tesis Doctoral
Academic dissertations
Justiça penal internacional
Tribunal Penal Internacional
Vitimas
Reparação
Dignidade
International criminal justice
International Criminal Court
Victims
Reparation
Dignity
Justicia penal internacional
Corte Penal Internacional
Víctimas
Dignidad
Clasificación UNESCO
5605.03 Derecho Mercantil
5605.05 Derecho Penal
5906.01 Derechos Humanos
Fecha de publicación
2025
Resumen
[PT] A justiça penal internacional se consolidou como uma das mais relevantes conquistas
jurídicas do pós-guerra, marcada pelo esforço de transformar a punição de crimes atrozes
em um instrumento de proteção da dignidade humana. O papel do Tribunal Penal
Internacional – TPI, como instância central nesse processo, destaca-se não apenas na
responsabilização de perpetradores, mas, sobretudo, na incorporação inédita da proteção
e reparação das vítimas no âmbito de um tribunal criminal internacional permanente. As
atrocidades históricas impulsionaram a construção de um modelo normativo capaz de
reconhecer as vítimas como sujeitos ativos da justiça, rompendo com a tradição de
invisibilidade que marcou sistemas anteriores. A evolução da justiça penal internacional
se tensiona entre universalidade e seletividade, legitimidade e limitação política, com
destaque no caráter inovador do Estatuto de Roma, que prevê a participação das vítimas
e mecanismos de reparação, incluindo medidas individuais, coletivas e simbólicas, que
resgatam não apenas os danos materiais, mas também aspectos culturais e comunitários.
Nesse sentido, a justiça internacional vem dialogando com demandas de memória,
reconhecimento e restauração, especialmente em contextos de conflitos armados que
atingem desproporcionalmente grupos vulneráveis, como mulheres e crianças. Casos
como Lubanga, Katanga, Ntaganda, Al Mahdi, Bemba, Ongwen e Al Hassan são
examinados como experiências práticas que revelam avanços e desafios na efetivação da
proteção às vítimas e na implementação das reparações. Embora o TPI tenha estabelecido
precedentes transformadores, a execução das medidas enfrenta obstáculos significativos,
como limitações financeiras, resistência política e dificuldades logísticas, que
comprometem sua eficácia em nível comunitário. A consolidação da justiça penal
internacional ultrapassa a lógica punitiva e se aproxima de um modelo híbrido, em que
responsabilização e reparação caminham lado a lado. Essa mudança de paradigma amplia
o alcance da justiça, ao reconhecer que o restabelecimento da dignidade das vítimas é
elemento essencial para a reconstrução social e para a prevenção de novas violações. O
fortalecimento da justiça penal internacional exige não apenas o aprimoramento
normativo e institucional do TPI, mas também maior cooperação interestatal, integração
das organizações locais e participação ativa da sociedade civil. Nesse percurso, o tribunal
revela-se não apenas como guardião da legalidade internacional, mas como espaço de
afirmação de direitos fundamentais e de reconstrução democrática em sociedades
devastadas pela violência. [EN] International criminal justice has established itself as one of the most significant legal
achievements of the post-war period, marked by efforts to transform the punishment of
heinous crimes into an instrument for protecting human dignity. The role of the
International Criminal Court – ICC as a central body in this process stands out not only
in holding perpetrators accountable, but above all in the unprecedented incorporation of
victim protection and reparation within the scope of a permanent international criminal
court. Historical atrocities have driven the construction of a normative model capable of
recognizing victims as active subjects of justice, breaking with the tradition of invisibility
that marked previous systems. The evolution of international criminal justice is caught
between universality and selectivity, legitimacy and political limitation, with emphasis on
the innovative nature of the Rome Statute, which provides for the participation of victims
and mechanisms for reparation, including individual, collective, and symbolic measures
that address not only material damages but also cultural and community aspects. In this
sense, international justice has been engaging with demands for memory, recognition, and
restoration, especially in contexts of armed conflict that disproportionately affect
vulnerable groups, such as women and children. Cases such as Lubanga, Katanga,
Ntaganda, Al Mahdi, Bemba, Ongwen, and Al Hassan are examined as practical
experiences that reveal advances and challenges in the effective protection of victims and
the implementation of reparations. Although the ICC has set transformative precedents,
the implementation of measures faces significant obstacles, such as financial constraints,
political resistance, and logistical difficulties, which compromise their effectiveness at
the community level. The consolidation of international criminal justice goes beyond
punitive logic and moves toward a hybrid model, in which accountability and reparation
go hand in hand. This paradigm shift broadens the scope of justice by recognizing that
restoring the dignity of victims is essential for social reconstruction and the prevention of
new violations. Strengthening international criminal justice requires not only normative
and institutional improvements to the ICC, but also greater inter-state cooperation,
integration of local organizations, and active participation by civil society. In this process,
the court reveals itself not only as the guardian of international legality, but also as a space
for the affirmation of fundamental rights and democratic reconstruction in societies
devastated by violence. [ES] La justicia penal internacional se ha consolidado como uno de los logros jurídicos más
relevantes de la posguerra, marcado por el esfuerzo de transformar el castigo de los
crímenes atroces en un instrumento de protección de la dignidad humana. El papel de la
Corte Penal Internacional – CPI, como instancia central en este proceso, destaca no solo
por la responsabilización de los perpetradores, sino, sobre todo, por la incorporación sin
precedentes de la protección y reparación de las víctimas en el ámbito de un tribunal penal
internacional permanente. Las atrocidades históricas impulsaron la construcción de un
modelo normativo capaz de reconocer a las víctimas como sujetos activos de la justicia,
rompiendo con la tradición de invisibilidad que caracterizó a los sistemas anteriores. La
evolución de la justicia penal internacional se debate entre la universalidad y la
selectividad, la legitimidad y la limitación política, destacando el carácter innovador del
Estatuto de Roma, que prevé la participación de las víctimas y mecanismos de reparación,
incluyendo medidas individuales, colectivas y simbólicas, que rescatan no solo los daños
materiales, sino también los aspectos culturales y comunitarios. En este sentido, la justicia
internacional ha estado dialogando con las demandas de memoria, reconocimiento y
restauración, especialmente en contextos de conflictos armados que afectan de manera
desproporcionada a grupos vulnerables, como las mujeres y los niños. Casos como
Lubanga, Katanga, Ntaganda, Al Mahdi, Bemba, Ongwen y Al Hassan se examinan como
experiencias prácticas que revelan avances y desafíos en la efectividad de la protección
de las víctimas y la implementación de las reparaciones. Aunque la CPI ha sentado
precedentes transformadores, la ejecución de las medidas se enfrenta a obstáculos
significativos, como limitaciones financieras, resistencia política y dificultades logísticas,
que comprometen su eficacia a nivel comunitario. La consolidación de la justicia penal
internacional va más allá de la lógica punitiva y se acerca a un modelo híbrido, en el que
la rendición de cuentas y la reparación van de la mano. Este cambio de paradigma amplía
el alcance de la justicia, al reconocer que el restablecimiento de la dignidad de las víctimas
es un elemento esencial para la reconstrucción social y la prevención de nuevas
violaciones. El fortalecimiento de la justicia penal internacional exige no solo la mejora
normativa e institucional de la CPI, sino también una mayor cooperación interestatal, la
integración de las organizaciones locales y la participación activa de la sociedad civil. En
este camino, el tribunal se revela no solo como guardián de la legalidad internacional,
sino como espacio de afirmación de los derechos fundamentales y de reconstrucción
democrática en sociedades devastadas por la violencia.
Descripción
Versión reducida de la Tesis
URI
DOI
10.14201/gredos.170372
Collections
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Tamaño:
1.010Mb
Formato:
Adobe PDF
Descripción:
Tesis (v.r.)
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