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Título
Cinema universitario (1955-1963). Perspectiva diacrónica y resonancias socioculturales
Autor(es)
Director(es)
Palabras clave
Tesis y disertaciones académicas
Universidad de Salamanca (España)
Academic Dissertations
Arte y cine
Cine
Aspecto social
Clasificación UNESCO
6203.01 Cinematografía
Fecha de publicación
2024
Resumen
[ES] En el proceder de los trabajos que analizan diferentes medios de expresión en el con-texto de los estudios de la cultura española, es común enfrentarlos a través del análisis de medios indirectos, los cuales han motivado tendencias y mutaciones desde una segunda línea. Nos referimos a una metodología historiográfica que rastrea tales cambios a través del estudio de la prensa especializada y del cine como lugar de intercambio cultural y social, pudiendo ubicar esta tesis dentro de las líneas de investigación que van más allá del microcosmos cinematográfico. Un objeto de estudio tan específico como la revista Cinema Universitario (1955-1963), ha sido sometido a una contextualización política, social, cultural y cinematográfica a nivel internacional, nacional y local, por tanto, es necesario tener presente que el marco de esta investigación no se limita al estudio aislado de sus avatares durante un período determinado. Es decir, se atiende a las implicaciones de una revista cinematográfica, percibida como un objeto de mediación cultural, social y política, abordando su estudio ‒más allá de una perspectiva sincrónica‒ desde diferentes escenarios históricos. La teoría de los campos de Pierre Bourdieu coloca este objeto cul-tural en diálogo con otro tipo de realidades. El peso de la legitimación cultural del cine, habilitan a la publicación salmantina como parte implicada dentro de la configuración de una nueva crítica y de un nuevo cine en el Estado español.
El papel jugado por las élites culturales y políticas durante la década de los años cin-cuenta impulsó el cineclubismo universitario español como uno de los catalizadores de las demandas realistas en torno al cine. En la fundación y actividades del Cineclub Uni-versitario del SEU de Salamanca, embrión de Cinema Universitario, se halla parte de la argamasa que sustentó las teorías e ideología de una revista que se erigió como uno de los más importantes focos disidentes dentro de la crítica y teoría cinematográficas. Su alcance, aunque escaso debido a una precaria economía y asfixiante vigilancia, traspasó las fronteras nacionales.
El vaciado y análisis del archivo del Cineclub Universitario del SEU de Salamanca ha permitido desentrañar cuestiones fundacionales, relaciones institucionales y personales que situaron a Salamanca en la órbita del universo cinematográfico. Se presenta un estu-dio con una importante relevancia archivística, a la que hay que sumar la impagable co-laboración de Luciano González Egido, director de la revista con quien hemos podido conversar. [PT] No decurso dos trabalhos que analisam diferentes meios de expressão no contexto dos estudos culturais espanhóis, é comum confrontá-los através da análise de meios indirec-tos, que motivaram tendências e mutações a partir de uma segunda linha. Referimo-nos a uma metodologia historiográfica que rastreia essas mudanças através do estudo da im-prensa especializada e do cinema como lugar de intercâmbio cultural e social, situando assim esta tese nas linhas de investigação que vão para além do microcosmos cinemato-gráfico. Um objeto de estudo tão específico como a revista Cinema Universitario (1955-1963) foi sujeito a uma contextualização política, social, cultural e cinematográfica a ní-vel internacional, nacional e local, pelo que é necessário ter em conta que o enquadra-mento desta investigação não se limita ao estudo isolado das suas vicissitudes durante um determinado período. Ou seja, aborda as implicações de uma revista de cinema, entendida como um objeto de mediação cultural, social e política, abordando o seu estudo - para além de uma perspetiva sincrónica - a partir de diferentes cenários históricos. A teoria de campo de Pierre Bourdieu coloca este objeto cultural em diálogo com outros tipos de realidades. O peso da legitimação cultural do cinema permite que a publicação de Sala-manca seja parte implicada na configuração de uma nova crítica e de um novo cinema no Estado espanhol.
O papel desempenhado pelas elites culturais e políticas durante os anos 50 impulsio-nou o cineclube universitário espanhol como um dos catalisadores das exigências realistas em torno do cinema. A fundação e as actividades do Cineclube Universitário do SEU de Salamanca, embrião de Cinema Universitario, fazem parte da argamassa que sustentou as teorias e a ideologia de uma revista que se tornou um dos mais importantes centros dissidentes de crítica e teoria cinematográficas. O seu alcance, embora limitado devido a uma economia precária e a uma vigilância asfixiante, ultrapassou as fronteiras nacionais.
O esvaziamento e a análise do arquivo do Cineclube Universitário do SEU de Sala-manca permitiram desvendar as questões fundamentais, as relações institucionais e pes-soais que colocaram Salamanca na órbita do universo cinematográfico. Trata-se de um estudo com uma importante relevância arquivística, ao qual se deve acrescentar a inesti-mável contribuição de Luciano González Egido, diretor da revista, com quem pudemos conversar. [EN] In the course of the works that analyse different means of expression in the context of Spanish cultural studies, it is common to confront them through the analysis of indirect means, which have motivated trends and mutations from a second line. We refer to a historiographic methodology that traces such changes through the study of the specialised press and cinema as a place of cultural and social exchange, being able to place this thesis within the lines of research that go beyond the cinematographic microcosm. An object of study as specific as the magazine Cinema Universitario (1955-1963) has been subjected to a political, social, cultural and cinematographic contextualisation at an international, national and local level, therefore, it is necessary to bear in mind that the framework of this research is not limited to the isolated study of its vicissitudes during a specific period. That is to say, it addresses the implications of a film magazine, perceived as an object of cultural, social and political mediation, approaching its study - beyond a synchronic pers-pective - from different historical scenarios. Pierre Bourdieu's field theory places this cul-tural object in dialogue with other types of realities. The weight of the cultural legitimi-sation of cinema enables the Salamanca publication to be an implicated part of the confi-guration of a new criticism and a new cinema in Spain.
The role played by the cultural and political elites during the 1950s gave impetus to the Spanish university film club as one of the catalysts of the realist demands surrounding cinema. In the foundation and activities of the University Film Club of the SEU of Sala-manca, the embryo of Cinema Universitario, is part of the mortar that sustained the theories and ideology of a magazine that became one of the most important dissident centres within film criticism and theory. Its reach, although limited due to a precarious economy and stifling surveillance, crossed national borders.
The emptying and analysis of the archive of the University Film Club of the SEU of Salamanca has made it possible to unravel the foundational issues, institutional and per-sonal relationships that placed Salamanca in the orbit of the cinematographic universe. This is a study with an important archival relevance, to which we must add the invaluable collaboration of Luciano González Egido, director of the magazine, with whom we were able to talk.
URI
DOI
10.14201/gredos.160132
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