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Título
(De)colonialidade e Economização da Educação: Disputas em torno da formação dos estudantes no contexto do Novo Ensino Médio em Santa Catarina/Brasil
Autor(es)
Director(es)
Palabras clave
Tesis y disertaciones académicas
Universidad de Salamanca (España)
Tesis Doctoral
Academic dissertations
Decolonialidade
Economização da Educação
Formação Humana
Novo Ensino Médio
Decolonialidad
Economización de la Educación
Formación Humana
Nueva Educación Secundaria
Decoloniality
Neoliberalism
Human formation
Clasificación UNESCO
5801 Teoría y Métodos Educativos
Fecha de publicación
2025
Resumen
[PT] A presente tese reflete o tensionamento provocado pelo pensamento decolonial
acerca da economização da educação, tomando por base a proposta do Novo Ensino Médio
brasileiro, implementado no Estado de Santa Catarina. Entende-se por (de)colonialidade todo
processo que problematiza as relações de poder que reproduzem concepções, práticas e
dinâmicas legitimadoras de subalternizações, desigualdades e violências que impedem ou
negligenciam o desenvolvimento de uma educação significativa e emancipadora, capaz de
potencializar, valorizar e reconhecer saberes e conhecimento das diferentes culturas, povos,
etnias e suas coletividades, perspectiva imprescindível à formação humana na sua
integralidade. Problematiza o movimento neoliberal, que, por meio da economização da
educação, regula a produção de conhecimento do campo educacional, determina a eficiência
da escola e da vida familiar a partir de critérios de análise exclusivamente pautados no custobenefício.
Assim, a problemática da tese se centra em compreender as disputas em torno da
formação humana e como o projeto neoliberal de economização da educação impacta na
elaboração e implementação de propostas educativas e curriculares, como a reforma do
Ensino Médio no contexto de Santa Catarina/Brasil. A metodologia adotada neste trabalho é de
cunho bibliográfico e documental, cuja centralidade é compreender em que medida os ideais
econômicos permeiam as reformas educativas desde o pós-segunda guerra, constituindo o
que denominamos de neocolonialidade, pelo fato de conduzirem definições acerca de
propostas educativas e curriculares nos países latino-americanos, como é o caso do Brasil, à
luz de autores que dialogam ou assumem a perspectiva do pensamento decolonial. As
conclusões constituintes desta tese indicam que a agenda neoliberal vem assumindo e
pautando a educação escolar com a finalidade de ajustar as identidades e os corpos ao
consumo de bens e serviços, traduzidos na reificação do humano aos interesses meramente
mercantis. Com isso, justifica-se a flexibilização do currículo, a precarização da formação de
professores e a crescente padronização das propostas educativas, curriculares e de avaliação,
provocando, quando não mantendo, a subalternização de identidades, epistemologias,
pedagogias e experiências formativas que expressam a riqueza da diversidade cultural e
territorial. A proposta de reforma do Ensino Médio brasileiro, implementado em Santa Catarina
nos últimos anos, reflete os interesses do empresariado da educação, especialmente na
tentativa de controle dos conteúdos e das questões socioemocionais, no combate ao
pensamento diverso, crítico e plural, característica da neocolonialidade que, por meio de
consensos e do pensamento único, procura reproduzir a homogeneização, historicamente
reconhecida como campo fértil à manipulação das massas e controle das existências. Daí a
necessidade de problematizar, desde a perspectiva decolonial, as concepções e práticas que
procuram reduzir as experiências de formação humana integradoras, emancipatórias e
libertárias, objetivo que procuramos tecer ao longo da presente tese. [ES] Esta tesis refleja la tensión provocada por el pensamiento decolonial sobre la
economización de la educación, a partir de la propuesta de la Nueva Escuela Secundaria
Brasileña implementada en el estado de Santa Catarina. Se entiende por (des)colonialidad todo
proceso que problematiza las relaciones de poder que reproducen concepciones, prácticas y
dinámicas que legitiman la subalternización, la desigualdad y la violencia, que impiden o
descuidan el desarrollo de una educación significativa y emancipadora, capaz de empoderar,
valorar y reconocer los saberes de las diferentes culturas, pueblos, etnias y sus colectividades,
perspectiva esencial para la formación humana en su totalidad. Ejerce presión sobre el
movimiento neoliberal que, a través de la economización de la educación, regula la producción
de conocimiento en el ámbito educativo y determina la eficiencia de la escuela y de la vida
familiar basándose exclusivamente en criterios de coste-beneficio. Por lo tanto, la tesis se
centra en comprender las disputas en torno a la formación humana y cómo el proyecto
neoliberal de economizar la educación impacta en el desarrollo e implementación de
propuestas educativas y curriculares, como la reforma de la enseñanza media en el contexto
de Santa Catarina/Brasil. La metodología adoptada en este trabajo es de carácter bibliográfico
y documental, y su centralidad es comprender en qué medida los ideales economicistas han
permeado las reformas educativas desde la Segunda Guerra Mundial, constituyendo lo que
denominamos neocolonialidad, debido a que conducen a definiciones sobre las propuestas
educativas y curriculares en los países latinoamericanos, como Brasil, a la luz de autores que
dialogan o asumen la perspectiva del pensamiento decolonial. Las conclusiones de esta tesis
indican que la agenda neoliberal viene asumiendo y orientando la educación escolar con el
objetivo de ajustar las identidades y los cuerpos al consumo de bienes y servicios, traducido en
la cosificación de lo humano a intereses puramente mercantiles. Esto justifica la flexibilización
del currículo, la precarización de la formación docente y la creciente estandarización de las
propuestas educativas, curriculares y de evaluación, provocando, si no manteniendo, la
subalternización de identidades, epistemologías, pedagogías y experiencias formativas que
expresan la riqueza de la diversidad cultural y territorial. La propuesta de reforma de la
enseñanza media brasileña, implementada en Santa Catarina en los últimos años, refleja los
intereses del empresariado de la educación, especialmente en el intento de controlar los
contenidos y las cuestiones socioemocionales, en el combate al pensamiento diverso, crítico
y plural, característica de la neocolonialidad que, a través del consenso y del pensamiento
único, busca reproducir la homogeneización, históricamente reconocida como terreno fértil
para la manipulación de las masas y el control de las existencias. De ahí la necesidad de
problematizar, desde una perspectiva decolonial, las concepciones y prácticas que buscan
reducir las experiencias de formación humana integradora, emancipadora y liberadora,
objetivo de esta tesis. [EN] This thesis reflects the tension caused by decolonial thinking about the
economization of education, based on the proposal for the New Brazilian High School
implemented in the state of Santa Catarina. (De)coloniality is understood to be any process that
problematizes the power relations that reproduce conceptions, practices and dynamics that
legitimize subordination, inequality and violence, which prevent or neglect the development of
a meaningful and emancipatory education, capable of empowering, valuing and recognizing the
knowledge of different cultures, peoples, ethnicities and their collectivities, a perspective that
is essential to human formation in its entirety. It puts pressure on the neoliberal movement
which, through the economization of education, regulates the production of knowledge in the
field of education and determines the efficiency of schools and family life based exclusively on
cost-benefit criteria. The thesis therefore focuses on understanding the disputes surrounding
human formation and how the neoliberal project of economizing education impacts on the
development and implementation of educational and curricular proposals, such as the reform
of secondary education in the context of Santa Catarina/Brazil. The methodology adopted in this
work is bibliographical and documental in nature, and its centrality is to understand the extent
to which economic ideals have permeated educational reforms since the Second World War,
constituting what we call neo-coloniality, due to the fact that they lead to definitions about
educational and curricular proposals in Latin American countries, such as Brazil, in the light of
authors who dialog or take on the perspective of decolonial thinking. The conclusions of this
thesis indicate that the neoliberal agenda has been taking over and guiding school education
with the aim of adjusting identities and bodies to the consumption of goods and services,
translated into the reification of the human to purely mercantile interests. This justifies the
flexibilization of the curriculum, the precariousness of teacher training and the increasing
standardization of educational, curricular and assessment proposals, causing, if not
maintaining, the subalternization of identities, epistemologies, pedagogies and training
experiences that express the richness of cultural and territorial diversity. The proposed reform
of Brazilian secondary education, implemented in Santa Catarina in recent years, reflects the
interests of the education business community, especially in the attempt to control content and
socio-emotional issues, in the fight against diverse, critical and plural thinking, a characteristic
of neo-coloniality which, through consensus and single thinking, seeks to reproduce
homogenization, historically recognized as a fertile ground for manipulating the masses and
controlling existences. Hence the need to problematize, from a decolonial perspective, the
conceptions and practices that seek to reduce the experiences of integrative, emancipatory and
liberating human formation, an objective that we have tried to achieve throughout this thesis.
URI
DOI
10.14201/gredos.166504
Collections













